Em projeção divulgada nesta sexta-feira, 16/10, a Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) prevê um crescimento de 5,4% em receita com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para os municípios da região, em 2027, na comparação com o ano anterior. Este índice coloca o Sudoeste acima da média do Paraná, cuja arrecadação terá um aumento previsto de 5,1% e receita de R$ 14,3 bilhões.
Conforme os dados gerais divulgados pela secretaria estadual da Fazenda e compilados pela Amsop, tendo por base o ano de 2025 – já que os 25% do Índice de Participação dos Municípios (IPM) são calculados a cada dois anos -, será destinado R$ 1,1 bilhão aos 42 municípios da região, ante R$ 1,04 bilhão previstos até o fim de 2026.
O município de Pato Branco terá a maior receita da região em retorno de ICMS, e também aparece entre as 20 maiores do Paraná, com R$ 99 milhões. Um aumento de 2,7% em relação a 2026.
Na sequência, Francisco Beltrão, em 23º no Estado, com um repasse de R$ 94 milhões e variação positiva de 2,9%. Já Dois Vizinhos, na 32ª posição dentre os 399 municípios, terá um retorno de R$ 79,3 milhões (+1,2%).
Completam a lista dos cinco primeiros municípios do Sudoeste, Mangueirinha, que, embora com uma redução de 6,7% em relação ao ano anterior, fica na 4ª posição, com um retorno de R$ 58 milhões. E, Palmas, com R$ 50,2 milhões (+3,8%).
Na outra ponta, aparecem Pinhal de São Bento, cujo retorno será de R$ 5 milhões e variação percentual positiva de 3,1%; Bela Vista da Caroba, com retorno de R$ 6,1 milhões e aumento de 4,5% em relação a 2026; Manfrinópolis, que receberá R$ 7,2 milhões e 3,5% de variação positiva; Bom Jesus do Sul, com R$ 7,6 milhões (-4,2%) e Salgado Filho, com variação positiva de 3,5% e R$ 7,9 milhões em retorno de ICMS.
Os maiores aumentos percentuais em relação a 2026 foram registrados pelos municípios de Vitorino (+7,2%), Santo Antônio do Sudoeste (+6,8%) e Marmeleiro (+4,7%). E, as maiores reduções, nos municípios de Cruzeiro do Iguaçu (-9,8%), Honório Serpa (-8,3%) e Mangueirinha (-6,7%).
O ICMS dos municípios é composto pelos índices de valor adicionado – atividade econômica, produção e geração de riquezas, conforme o saldo da diferença entre entradas (insumos adquiridos de terceiros) e saídas (vendas e serviços) – produção agropecuária, qualidade da educação e população rural.
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